Amer Fort #Jaipur, Índia

Amer Fort
Cidade: Amer (ou Amber), Rajastão, Índia
Local: Cidade de Amer (montanhas) 11 km de Jaipur
Tema: História, Arquitetura, Cultura e Sociedade
Patrimônio Mundial da UNESCO, 2013
Site: https://www.travelogyindia.com/rajasthan/jaipur/amer-fort.html
Wiki: https://en.wikipedia.org/wiki/Amer_Fort
Arquitetura Mughal: https://www.hisour.com/mughal-architecture
Google Maps: https://goo.gl/maps/AmerFort
Preço: Turista Estrangeiro :: ₹ 550/-IND (7 €)

⭐ Importância Histórica e Conteúdo ⭐ Arquitetura e Ambiente Interno ⭐ Descrição e Display (Hindi + Inglês) ⭐ Ilustração Explicativas ⭐ Recepção e Areas Públicas ⭐ Localização, Preço e Acesso

Em #MuseumsOnTheRoad dedicamos um dia a visitar dois importantes Fortes da região de Jaipur, O Amer e o Nahagard Fort (em breve). O Forte de Amer, construído no século 16, está sobre uma colina e é uma das principais atrações turísticas de quem visita o Rajastão. Partindo do centro de Jaipur, pode-se alugar um táxi ou, como nós, se aventurando de tuk-tuk mesmo. O Amer Fort é conhecido por ter em sua composição elementos artísticos que combinam a arquitetura islâmica da Dinastia Mughal com a tradicional arquitetura Hindu. Grandes Muralhas, Portões em Arco, Trilhas e uma excepcional vista para as montanhas que compõem a paisagem local.

A Dinastia Mughal ou – O Império Mogol, Império Mugal ou Império Mogul – seja lá como exatamente a história os descrevem, foi um dos mais importantes período da história da India, deixando uma extensa herança política e cultural. Sem aprofundar muito sobre os Mughais foi um Estado existente entre 1526 e 1857 (com um interregno entre 1540 e 1555) que chegou a dominar quase todo o subcontinente indiano. A designação mogol parece ter sido apenas atribuída durante o século XIX e deriva de mongol, denotando a ascendência direta de Gengis Khan de seu fundador, Babur. No seu auge, o império foi possivelmente o Estado mais rico, sofisticado e poderoso do planeta. A era clássica do império iniciou-se com a ascensão ao trono de Akbar, o Grande em 1556 e chegou ao fim com a morte de Aurangzeb em 1707. Durante este período, o império caracterizou-se por uma administração eficiente e altamente centralizada, que interconectou as diferentes regiões da Índia. Após 1725 o poder mogol entrou em rápido declínio, ao qual se atribuem variadas causas: guerras de sucessão, crises agrárias que fizeram eclodir revoltas locais, o aumento da intolerância religiosa para com a maioria não muçulmana e, finalmente, o golpe dado pelo colonialismo britânico. (*wiki)




Suraj Pol (Portão do Sol)


Como podem ver nas fotos o Forte fica no topo de uma colina e para subir até lá, existe basicamente três maneiras – a pé, de carro ou sobre um elefante. Eu e Milene decidimos ir a pé aproveitando a caminhada para umas fotos, o trecho é de aproximadamente 15 minutos até o primeiro portão o Suraj Pol (Portão do Sol) que dá acesso ao pátio central e bilheteria. Este era o espaço onde os exércitos, após vitórias nas guerra, realizavam desfiles, acomodando toda a tropa em seu retorno das batalhas. O tradicional portal foi construído voltado a leste em direção ao sol nascente, daí o nome “Portão do Sol”. Com bilhete nas mãos nos dirigimos ao segundo portão Ganesh Pol, ou o Ganesh Gate, que franqueia a entrada ao interior do Palácio.

Ganesh Pol, ou o Ganesh Gate, em homenagem ao deus hindu Lord Ganesh








O passeio é relativamente longo, reserve uma metade do dia pelo menos, ao todo sem tour guiado, levamos umas 3,5 horas. São 4 pátios (1+3), um externo, logo na chegada, e três na parte interna, após passar pelo Ganesh Pol. O mais interessante para nós, já que Milene é Arquiteta foi me apresentar algumas informações “técnicas” que a partir desse olhar foi mais fácil observar e entender aspectos da construção e sistemas do complexo palaciano, não só pelos detalhes da arquitetura e decoração, mas a composição das alas, salões, pátios, jardins, segurança, convívio, quartos, etc … tudo relacionado ao modus vivendi de uma sociedade intensa e heterogênea. Há um vínculo cultural permissível, muito evidente, entre O Islã Mongol e o Hinduísmo, que podemos observar nas fachadas e detalhes que se arranjam de forma única e majestosa nesse Forte.



Sheesh Mahal Interior
Teto espelhado no Palácio do Espelho



Banheiro – Externo





A Índia é mais que a própria Índia, é um paralelo sem fronteiras, uma desordem salutar na compreensão linear, uma forma infinita de resplendor, ilógica, heterogênea e sedutora. Conhecer lugares como esse não só nos remete ao passado, mas nos faz refletir que o mundo tem suas “várias verdades” em cada parcela de chão onde o homem se revela. Uma sociedade não se faz somente com tijolos e mega-sacrifícios, mas no íntimo de cada individuo que respira e estabelece apartir do espaço social um alicerce para sua fé e subsequentes conquistas.

Jardins – Pavilhão de Baradari em Man Singh I Palace Square.




Um Beijo no Coração. Jaipur lhe aguarda. Valew Valew !!!

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